Senador rebateu o petista por dizer que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, “vai pagar o preço”, caso esteja envolvido com o escândalo do INSS
O senador Sergio Moro (União-PR) rebateu
nesta sexta-feira, 6, o presidente Lula (PT) por dizer que seu
filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, “vai
pagar o preço”, caso esteja envolvido com o escândalo do INSS.
Para o ex-juiz da Lava Jato, o petista “continua
mentindo” ao povo brasileiro.
“Segundo Lula, seu filho deve explicações sobre suas
relações como o Careca do INSS, mas enquanto isso a base governista do Governo
Lula impede que ele seja investigado na CPMI do INSS. Lula continua mentindo ao
povo brasileiro”, escreveu Moro no X.
Se tiver alguma coisa, vai pagar o preço’
Lula afirmou na quinta-feira, 5, que Lulinha “vai
pagar o preço” se estiver envolvido com as fraudes no INSS.
Em entrevista ao Uol,
o petista falou sobre uma conversa que teve com o filho.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho
aqui. Olhei no olho do meu filho e disse: ‘Só você sabe a verdade. Se você
tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não
tiver, se defenda’”, disse
A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do
Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Lulinha foi “sócio
oculto” do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS,
em negócios com o governo federal.
Blindagem a Lulinha
Apesar do discurso do presidente, a bancada governista
continua blindando Lulinha.
O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) havia apresentado um
requerimento, pedindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do
petista, bem como o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira do Coaf
(Conselho de Controle de Atividades Financeiras)
O requerimento, no entanto, não foi apreciado.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana
(Podemos-MG), prometeu pautar novos requerimentos de convocação Lulinha e de
José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, nas próximas sessões.
“Está previsto não só do filho do presidente, mas
também do próprio irmão, de pessoas ligadas à publicidade do partido dos
trabalhadores. Eu vou trazer de volta. Esses requerimentos vão ser
colocados na primeira oportunidade. Cada parlamentar votará de acordo com a sua
consciência”, falou Viana, em entrevista a jornalistas.

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